Felicidade ou Morte

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O livro “Felicidade ou Morte” reproduz um diálogo entre o historiador Leandro Karnal e o filósofo Clóvis de Barros Filho. Em seus discursos, eles citam personalidades da história e da Filosofia, como Freud, Simone de Beauvoir, Camus, Padre Antonio Vieira, entre outros, para falar sobre as circunstâncias para uma vida feliz, de acordo com cada época e sociedade. Será que existe realmente este estado de felicidade plena ou seria a vida interessante justamente em função dos seus altos e baixos, dos momentos bons e ruins?

Longe de ser um livro de autoajuda, Karnal e Clóvis querem nos fazer refletir sobre o vazio da felicidade, sobre o fato dela ser uma meta, quase sempre vista como inalcançável e, por este motivo, muito mais discutida por ser ausente do que presente. Queremos o que não temos, acreditando que aquilo é o que, definitivamente, irá nos fazer felizes. Mas logo que conseguimos, nos sentimos entediados com a conquista e continuamos buscando algo que nos trará a felicidade de uma vez por todas. A felicidade como vazio constante e busca permanente.

Outra discussão que encontramos no livro é sobre a ligação entre liberdade e felicidade. Será que a liberdade é uma das condições fundamentais para que haja felicidade ou ela nos traz uma angústia que, pelo contrário, nos afasta da vida feliz?

(…) a liberdade é uma sina. Somos condenados às nossas escolhas, condenados a ser livres. (…) querendo ou não, teremos que dar uma solução para nossa existência.” – Clóvis de Barros Filho

Vemos ainda no livro a felicidade como comparação (sou feliz se o outro é infeliz) e como renúncia e generosidade, como no caso dos pais que se sentem felizes com as realizações dos filhos.

Por fim, Clóvis e Karnal nos fazem um convite a tentar viver a felicidade no presente, não projetando no futuro (o que é o mais comum), nem nos conformando com uma infelicidade justificada pelos acontecimentos do passado. A vida é o aqui e agora e a ideia é aproveitar os pequenos momentos de felicidade que acontecem no dia a dia, para que os momentos nem tão felizes assim não pesem tanto. A felicidade vista como caminho, não como fim.

Não é autoajuda, mas bem que ajuda sim. Ajuda a refletir, a pensar sobre a vida que estamos levando e sobre o que podemos fazer para mudar o que não está bom. Não é fácil (não mesmo!), mas é fundamental acreditar que também não é impossível (nossa sanidade mental agradece).

A infelicidade é uma ocasião para repensar estratégias”- Leandro Karnal

O livro é fininho, apenas 80 deliciosas páginas que você lê num dia só ou num fim de semana. E, como você já sabe que eu sou legal e dou o serviço completo, depois de ler eu recomendo que assista ao Café Filosófico especial sobre o livro: https://vimeo.com/171941522

Clóvis e Karnal encantam com sua genialidade e, principalmente, com seus exemplos bem humorados. Além de refletir, me diverti bastante lendo o livro e mais ainda assistindo ao vídeo. Recomendadíssimos.

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Grande Magia – Vida criativa sem medo

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Eu ando meio sumida do blog por conta do trabalho. Estou começando um novo negócio e a lista de tarefas por aqui está gigante. A leitura, no entanto, continua. Não no mesmo ritmo de antes, mas não consigo ficar sem ler nada. E ultimamente tenho tentado unir o útil ao agradável, lendo títulos que me ajudam no trabalho. É sobre um desses livros que quero falar.

Quando vi “Grande Magia” na livraria, o título do livro não me disse nada, mas o subtítulo me chamou a atenção: “Vida criativa sem medo”. Também me despertou curiosidade o fato de a autora ser a Elizabeth Gilbert, de “Comer, rezar, amar”.

A quantidade de marcações coloridas que fiz no livro já diz muito sobre se gostei ou não…rs

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Elizabeth fala sobre a importância de viver uma vida criativa, motivada pela curiosidade, e não pelo medo. Através de histórias de sua vida e de pessoas que a inspiram a viver criativamente, a autora afirma que o importante é fazer aquilo que nos estimula, seguindo nossas paixões e criando o que faz nosso coração bater mais forte. E mostrar nossa criação ao mundo, sem nos importar com as críticas, já que não podemos ter controle sobre a reação ao que criamos.

Reconhecer essa realidade – de que a reação não pertence a você – é a única maneira sã de criar.”

Outro ponto importante do livro é quando ela fala que não podemos deixar que o perfeccionismo nos paralise. Muitas vezes as pessoas sequer começam um trabalho por medo de que não fique bom – um medo paralisante. “Feito é melhor que perfeito” é uma frase pra levar pra vida.

Gostei muito do livro e foi um ótimo complemento ao curso de Empreendedorismo Criativo que estou fazendo. Minha professora Rafa Cappai costuma dizer que “empreender é um processo bipolar”, porque um dia estamos super animados, no outro queremos desistir de tudo. E é nessas horas que bate o desânimo que eu pego meu exemplar de “Grande Magia” e releio as partes grifadas. Sempre me dá um super ânimo pra seguir em frente. Virou livro de cabeceira. 😉

Beijos,

Márcia S.