Grande Magia – Vida criativa sem medo

Grande Magia1

Eu ando meio sumida do blog por conta do trabalho. Estou começando um novo negócio e a lista de tarefas por aqui está gigante. A leitura, no entanto, continua. Não no mesmo ritmo de antes, mas não consigo ficar sem ler nada. E ultimamente tenho tentado unir o útil ao agradável, lendo títulos que me ajudam no trabalho. É sobre um desses livros que quero falar.

Quando vi “Grande Magia” na livraria, o título do livro não me disse nada, mas o subtítulo me chamou a atenção: “Vida criativa sem medo”. Também me despertou curiosidade o fato de a autora ser a Elizabeth Gilbert, de “Comer, rezar, amar”.

A quantidade de marcações coloridas que fiz no livro já diz muito sobre se gostei ou não…rs

Grande Magia2

Elizabeth fala sobre a importância de viver uma vida criativa, motivada pela curiosidade, e não pelo medo. Através de histórias de sua vida e de pessoas que a inspiram a viver criativamente, a autora afirma que o importante é fazer aquilo que nos estimula, seguindo nossas paixões e criando o que faz nosso coração bater mais forte. E mostrar nossa criação ao mundo, sem nos importar com as críticas, já que não podemos ter controle sobre a reação ao que criamos.

Reconhecer essa realidade – de que a reação não pertence a você – é a única maneira sã de criar.”

Outro ponto importante do livro é quando ela fala que não podemos deixar que o perfeccionismo nos paralise. Muitas vezes as pessoas sequer começam um trabalho por medo de que não fique bom – um medo paralisante. “Feito é melhor que perfeito” é uma frase pra levar pra vida.

Gostei muito do livro e foi um ótimo complemento ao curso de Empreendedorismo Criativo que estou fazendo. Minha professora Rafa Cappai costuma dizer que “empreender é um processo bipolar”, porque um dia estamos super animados, no outro queremos desistir de tudo. E é nessas horas que bate o desânimo que eu pego meu exemplar de “Grande Magia” e releio as partes grifadas. Sempre me dá um super ânimo pra seguir em frente. Virou livro de cabeceira. 😉

Beijos,

Márcia S.

Anúncios

Um Lugar na Janela

Um Lugar na Janela

Poucas coisas na vida me deixam tão feliz quanto viajar. Pode ser com os amigos, com o marido, com a família. Pelo Brasil ou para o exterior. São sempre experiências únicas, mesmo quando se repete o destino. Meus amigos sabem desse meu gosto por sair por aí e eu acho graça quando recebo uma mensagem e leio na primeira linha: “Márcia, tá no Rio?”

Gosto tanto de viajar, que para mim não existe esse papo de “o melhor da viagem é a volta para casa”. Até entendo que esse distanciamento nos faz ver com novos olhos as coisas simples do dia a dia e valorizar o que é nosso. Lá pelo meio da viagem dá sim uma saudadezinha da minha caneca preferida, do meu cantinho favorito no sofá da sala e, é claro, da minha cama, porque ainda não encontrei no mundo uma tão boa quanto ela. Mas o melhor de viajar é quando estou lá, em contato com novas culturas, novos sabores, novas pessoas, vendo de perto o que vi primeiro nos livros.

Livros, aliás, são uma ótima forma de viajar e conhecer diferentes costumes e personagens quando ainda não é época de férias ou quando o dólar está a 4 reais. Nas páginas de um livro eu viajo no espaço e no tempo. Numa semana posso estar em Paris na companhia da geração perdida e, na outra, na Londres dos anos 60, amando os Beatles e os Rolling Stones.

E quando o livro fala sobre viagens? Delícia. No livro Um Lugar na Janela, Martha Medeiros relata algumas de suas aventuras pelo mundo, começando com a primeira vez que foi para a Europa, aos 24 anos. Há também memórias de viagens pelo Brasil, Uruguai, Peru e Japão, entre outros. Viagens que ela fez em diversas fases da vida, sozinha, a dois, na companhia das filhas ou de amigas. Martha narra com humor as mais diversas situações, como as vezes em que dormiu na casa de desconhecidos ou o hotel cheio de moscas em que ficou hospedada em Londres.

Nem preciso dizer que senti ainda mais vontade de sair por aí conhecendo novos lugares e acumulando novas experiências. Nosso país é enorme, o mundo é rico demais e eu sou muito curiosa pra ficar parada num só lugar. Viajar é muito bom e enriquece a alma. Tem uma frase do Dalai Lama que diz: “Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.” É o que eu tento fazer. Seja de carro, de avião, de trem ou nas páginas de um bom livro.

E aí, qual será seu próximo destino?

Desafio #30ideias30dias

Oi, pessoal!

Estou participando do desafio #30ideias30dias, proposto pela Espaçonave,  a escola de Empreendedorismo Criativo pilotada pela Rafa Cappai.

A ideia é realizar, durante 30 dias seguidos, alguma atividade criativa e compartilhar na rede social de sua preferência. Para ficar um tiquinho mais difícil, é preciso criar uma regra, alguma restrição que vai acabar servindo para você colocar a criatividade ainda mais em prática. 😉

O meu desafio:

Durante o mês de junho, irei postar no instagram do Fotografia, prosa e café um trecho de livro por dia, sempre utilizando palavras recortadas de jornais e revistas. A restrição: utilizarei apenas livros de autores brasileiros.

O primeiro post foi esse trecho lindinho da crônica “Chorinho para a amiga”, do meu amado Vinicius de Moraes:

20160601_170533

Esta crônica está no livro “Para uma menina com uma flor”.

***

Quem quiser saber mais e participar do desafio, é só visitar o insta da Espaçonave ou dar uma olhada na hashtag #30ideias30dias.

Beijos,

Márcia S.

O Segredo do Meu Marido

20160517_182618

Custei a comprar esse livro porque, pelo título, achei que fosse uma história meio boba. Mas depois de ver muitas resenhas positivas, resolvi conferir e me surpreendi.

Cecilia é uma bem-sucedida vendedora de Tupperware, mãe dedicada de três filhas, casada com John-Paul, o melhor “partido” da cidade. Tem uma vida que todos consideram perfeita. Um belo dia, ela descobre no sótão de sua casa uma carta escrita por seu marido, com instruções de que só deverá ser aberta após a morte dele.

Cecilia está prestes a descobrir um segredo terrível que tem o poder de mudar não só a vida de sua família, mas também de outras pessoas da sua comunidade, como Tess, uma publicitária que vai morar com o filho na casa de sua mãe, após se separar do marido. Ou Rachel, uma senhora que há muitos anos perdeu sua filha adolescente num assassinato nunca desvendado.

O tempo todo fiquei me perguntando o que eu faria no lugar de Cecilia, pois ela fica numa posição muito delicada. E o final do livro nos faz refletir sobre como algumas atitudes que tomamos, muitas vezes sem pensar direito, são capazes de afetar a nossa vida e das pessoas que nos cercam.

Gostei muito do livro. Agora quero ler Pequenas Grandes Mentiras, da mesma autora, Liane Moriarty, que já ouvi dizer que também é muito bom.

Bjs,

Márcia S.