O Segredo do Meu Marido

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Custei a comprar esse livro porque, pelo título, achei que fosse uma história meio boba. Mas depois de ver muitas resenhas positivas, resolvi conferir e me surpreendi.

Cecilia é uma bem-sucedida vendedora de Tupperware, mãe dedicada de três filhas, casada com John-Paul, o melhor “partido” da cidade. Tem uma vida que todos consideram perfeita. Um belo dia, ela descobre no sótão de sua casa uma carta escrita por seu marido, com instruções de que só deverá ser aberta após a morte dele.

Cecilia está prestes a descobrir um segredo terrível que tem o poder de mudar não só a vida de sua família, mas também de outras pessoas da sua comunidade, como Tess, uma publicitária que vai morar com o filho na casa de sua mãe, após se separar do marido. Ou Rachel, uma senhora que há muitos anos perdeu sua filha adolescente num assassinato nunca desvendado.

O tempo todo fiquei me perguntando o que eu faria no lugar de Cecilia, pois ela fica numa posição muito delicada. E o final do livro nos faz refletir sobre como algumas atitudes que tomamos, muitas vezes sem pensar direito, são capazes de afetar a nossa vida e das pessoas que nos cercam.

Gostei muito do livro. Agora quero ler Pequenas Grandes Mentiras, da mesma autora, Liane Moriarty, que já ouvi dizer que também é muito bom.

Bjs,

Márcia S.

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Dias Perfeitos

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Eu li Dias Perfeitos em formato digital em 2014. Adorei e fiquei morrendo de vontade de comprar o livro impresso só para tê-lo aqui pertinho de mim (gente viciada em livros me entenderá). Acabei não comprando, mas como meus anjos da guarda não dormem em serviço, no meu último aniversário ganhei o livro de um amigo. Ao invés de ficar decepcionada por ganhar um livro que já havia lido, eu fiquei foi extremamente feliz e aproveitei para reler essa história de que gostei tanto.

Téo tem 22 anos e é estudante de medicina. Solitário, mora com a mãe em Copacabana. Sua personalidade diferentona fica clara logo no início do livro, quando descobrimos que sua melhor amiga é Gertrudes, o cadáver que ele e sua turma dissecam nas aulas de anatomia da faculdade.

Num churrasco, ele conhece Clarice. Dois anos mais velha que Téo, ela é simpática e tem personalidade marcante. Estudante de História da Arte, sonha mesmo é ser roteirista de cinema. Téo fica encantado com o jeito de Clarice e faz de tudo para encontrá-la novamente. Cada vez mais obcecado pela menina e percebendo que sua paixão não é correspondida, num momento de desespero ele resolve que só há uma maneira de resolver essa situação: sequestrar Clarice e fazê-la entender que eles nasceram um para o outro.

É difícil largar este livro, porque ele desperta o tempo todo a curiosidade sobre o que vai acontecer em seguida e, principalmente, sobre o desfecho da história. É tensão e ansiedade do início ao fim, mas que em alguns momentos faz rir da lógica esquisita de Téo. Fiquei pensando no quanto a mente humana pode ser perigosa e traiçoeira. Téo comete as maiores crueldades (em alguns momentos ele carrega Clarice dentro de uma mala), mas sempre com a calma e a paz na consciência de quem tem a certeza de que está apenas fazendo o que deve ser feito. Seus atos mais insanos têm sempre uma justificativa lógica. Ele faz tudo com a melhor das intenções e acha uma tremenda injustiça que Clarice não reconheça isso.

Dizer que o final de um romance policial é surpreendente é o básico, mas sobre o final de Dias Perfeitos eu diria mais: é inquietante. E ler este livro pela segunda vez, ou seja, já sabendo o final, só tornou a leitura ainda mais angustiante, mas, ao mesmo tempo, mais interessante.

Recomendo muito. Aproveitem o feriadão que vem aí para mergulhar na mente doentia de Téo. E se forem viajar, cuidado com o que irão levar na mala. 😉

 

P.S.: Procurem no Google entrevistas com o autor Raphael Montes. Ele é bem novinho (tem 26 anos, eu acho) e é divertido assistí-lo falando sobre seu gosto por escrever romances policiais e sobre a peocupação de sua mãe com essa preferência.

P.S.2: Leiam também Suicidas, o primeiro livro do Raphael Montes. É muito bom.

Os Homens que não Amavam as Mulheres

 

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O bom de indicar livros é que também recebo muitas dicas de leitura. Eu já tinha ouvido falar da série Millenium, mas foi a recomendação de uma amiga que me despertou a vontade de ler. Muitos de vocês já devem ter lido Os Homens que não Amavam as Mulheres (livro 1 da série), então essa é uma dica um pouco atrasada, mas tá valendo, porque tem sempre alguém que, feito eu, já ouviu falar, mas ainda não se animou para ler. Pois pode se animar, porque é realmente muito bom.

O livro conta a história de Mikael Blomkvist, jornalista investigativo sueco que é condenado por difamação em função de uma matéria publicada em sua revista, a Millenium. Vendo sua credibilidade em baixa, ele resolve se afastar da revista por um tempo, para não prejudicá-la. É quando recebe a proposta de um empresário nonagenário, morador de uma ilha, para investigar o sumiço de sua sobrinha Harriet, ocorrido cerca de 30 anos atrás. Mikael se muda para a ilha e começa a investigação, ainda que sem muita esperança de resolver o mistério. Para ajudá-lo nessa tarefa, Mikael conta com a ajuda de Lisbeth Salander, uma talentosa hacker de vinte e poucos anos, que tem uma vida difícil, resultado de um passado traumático.

Originalmente, a série era composta por 3 livros (Os Homens que não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar), escritos pelo sueco Stieg Larsson que morreu pouco depois de entregar a trilogia à editora, em 2004. Em 2015, o também sueco David Lagercrantz lançou o quarto livro da série (A Garota na Teia de Aranha), dando continuação ao trabalho de Larsson.

Adorei o livro e fiquei com muita vontade de ler os outros da série. E como eu sou legal e dou o serviço completo, na Netflix a gente encontra os filmes suecos referentes aos 3 primeiros livros (só assisti ao primeiro), além de Os Homens que não Amavam as Mulheres com Daniel Craig, Rooney Mara e Christopher Plummer (gostei mais desse, achei que foi mais fiel ao livro).

Mas a minha dica é a de sempre: leiam o livro e só depois assistam ao filme. 😉

O Seminarista

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No início de janeiro conheci a TAG, um clube de assinatura de livros, que todo mês envia aos associados um livro-surpresa, ou seja, ninguém sabe qual título irá receber naquele mês. Os livros enviados são escolhidos por curadores como o escritor Luis Fernando Veríssimo e o filósofo Clóvis de Barros Filho, entre outros. Achei a proposta interessante e resolvi me associar, pois seria uma forma de conhecer títulos e autores que eu talvez não escolhesse numa visita à livraria. E foi isso o que aconteceu logo no primeiro livro que recebi: O Seminarista, do Rubem Fonseca. Nunca havia lido nada deste autor e fiquei curiosa. Valeu a pena.

José é um ex-seminarista, matador de aluguel, considerado por seus contratantes o melhor de todos e conhecido como o Especialista. Zé mata e não sente remorso, pois, segundo ele, mata apenas pessoas más. Mas um dia, perto dos 40 anos, Zé resolve se aposentar. Já matou muita gente e agora só quer curtir a vida com os pagamentos que acumulou ao longo de sua carreira. Quer ler poesia e ouvir rock em seu MP3, suas atividades favoritas. O que ele não imagina é que pessoas ligadas ao seu passado irão atrapalhar seus planos e não será assim tão fácil deixar essa vida para trás.

Eu simplesmente devorei o livro! Comecei a ler no domingo de carnaval e terminei na segunda, mas dá facilmente para ler numa sentada só. A escrita é fluida, os diálogos são rápidos e a história é divertida e prende até o final. Ouvi dizer que esse não é o melhor livro do Rubem Fonseca, mas para quem não conhecia nada do autor, foi um ótimo ponto de partida (se alguém quiser me indicar outros dele, vou adorar). Este livro me fez lembrar de Dias Perfeitos, do Raphael Montes, no qual o protagonista psicopata relata as maiores barbaridades da forma mais tranquila e racional, justificando cada ato. Mas isso é papo para outra dica de livro. 😉

Enfim, recomendo O Seminarista. Aproveitem o fim de semana para ler, é rapidinho. Dá pra ler durante o dia na praia ou no parque e ainda curtir a night/balada. 🙂